O termo “Garimpeira da beleza”, presente em “Eu que não sei quase nada do mar”, canção de Ana Carolina e Jorge Vercilo, vem bem a calhar quando se trata de Thereza Christina Roqcque da Motta. A aguerrida editora e poeta de responsa é, no caso, garimpeira de belezas. E dá mais uma prova disso nesta terça-feira(12), em evento na Blooks, no Rio de Janeiro.
Ela lança,na ocasião, “Poemas cariocas 2025”, antologia que reúne textos de 110 nomes de diferentes gerações e patotas poéticas que vão dos consagrados Antonio Carlos Secchin, Geraldo Carneiro, Claudia Roquette-Pinto e Tanussi Cardoso a talentos que despontam na nova geração como Alice Monteiro, Angel Cabeza e Igor Calazans, entre outros.
Estão também mestres que são mais que modernos; eternos, como Antonio Cícero (1945-2024), Cairo Trindade (1946-2019) e Marcus Vinicius Quiroga (1954-2020). Esse compêndio de grandes talentos coroa os 25 anos da Ibis Libris, editora que tem na poesia seu carro chefe e cuja pedra fundamental é a coletânea “Poesia Profana” (2000), de Ricardo Ruiz, que, claro, também está presente na edição.
— Poesia vende – defende Thereza, reiterando ainda: – Poesia vende sobretudo quando é colocada à venda. Eu mesma precisei fazer novas edições de obras esgotadas de nomes como Neide Archanjo e Claudio Willer, entre outros.
Que venham então mais 25 anos e outros mais!
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Vitor Vogel (imagem)





