O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, prestigiou a exposição “Constituinte do Brasil possível”, aberta na última terça-feira (05), na sede em Brasília do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do qual é também presidente.
A mostra reúne obras de 22 artistas negros brasileiros e, na ocasião, o ministro falou contra o racismo estrutural e remeteu sua fala ao fato de a Abolição da Escravatura ter ocorrido sem um projeto digno de futuro àquela população.
– Uma das causas do racismo estrutural e da marginalização de uma parte da população é resultado de uma abolição de um regime de escravidão sem a preocupação de nenhum tipo de inclusão social, nenhum tipo de preocupação com renda, educação, distribuição de propriedade – criticou o jurista no encontro, que contou com representantes de instituições como a Universidade de Brasília (UnB).
Barroso chamou atenção também à dívida histórica gerada a partir dessa falta de visão e de planejamento ocorrido em fins do século XIX no Brasil:
– Não é válido dizer que não se tem responsabilidade por essa situação porque não estava lá. Na verdade, todos nós fomos beneficiários de uma estrutura que marginalizou, quase que dolosamente, as pessoas que ajudaram a construir o Brasil – salientou o magistrado destacando a inclusão na mostra de uma obra de Abdias do Nascimento (1914-2011): – Um dos grandes heróis da causa negra no Brasil e que tem o reconhecimento e a reverência merecidos.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Ana Araújo\Agência CNJ (imagem)






