“Um artista fiel àquilo em que acreditou”. É assim, sem meias palavras, que a jornalista e consultora de moda Regina Martelli – sumidade no assunto– pinta seu retrato de Giorgio Armani. O artista italiano, que morreu aos 91 anos nesta quinta-feira (04), foi mais do que um estilista; um criador de moda e um imperador no segmento, tendo consolidado um padrão de qualidade reconhecido – e aplaudido – em todo o mundo.
– Armani criou seu próprio estilo e sempre foi fiel a si próprio. Nunca terceirizou ou recorreu a estilistas britânicos ou americanos para auxiliá-lo. Ele sempre obedeceu aquilo no que acreditava – destaca Martelli,que vai além: – Ele nunca quis ser moderninho ou descolado; ele foi como sempre: chique e com um corte impecável.
E não somente o corte. Caimento é outra das características apontadas por Regina como marcas nunca negligenciadas pelo criador de moda ao longo de décadas, como ela mesma destaca:
– Você veste uma calça ou um paletó do Armani, e o caimento é perfeito. Ele jamais se desviou disso. Ele se adaptou a novos padrões, claro, os tempos mudaram, mas em momento algum você deixa de reconhecer a assinatura dele.
Quanto ao ensinamento deixado pelo mestre às novas gerações, Regina chama atenção para o equilíbrio entre qualidade e a fidelidade aos seus propósitos.
– A principal mensagem deixada por ele aos novos estilistas é a de se acreditar numa coisa e executá-la com qualidade. Saber o que se está fazendo e ser fiel a si—arremata.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e reproduções (imagens)






