Entre “O que é, o que é?”, “Explode coração” e “Sangrando”, Gonzaguinha (1945–1991) deixou canções cuja relevância se mantém indelével. Sua vida e obra chegam ao palco em “Gonzaguinha é”, musical dirigido por Inez Viana que marca o reencontro da Barca dos Corações Partidos com suas próprias origens. A companhia nasceu a partir de “Gonzagão – A Lenda”, dedicado a Luiz Gonzaga (1912–1989), pai do compositor, e retorna ao Teatro Sesc Ginástico, onde tudo começou, para abrir as comemorações de seus 15 anos de trajetória.
A estreia reuniu diferentes gerações e foi prestigiada pelas duas filhas do compositor: Amora Pêra, fruto do relacionamento de Gonzaguinha com a cantriz Sandra Pêra, e Fernanda Gonzaga. Serjão Loroza também prestigiou a noite por uma razão mais do que especial: sua filha Luiza Loroza integra o elenco. Entre os convidados, Sylvia Bandeira, Débora Lamm, Flávia Reis, além de Vanessa Bueno e Guilherme Coelho.
Sem seguir a linha tradicional de uma biografia, o musical encontra Gonzaguinha em suas próprias canções. Os artistas se revezam no papel do compositor e nos instrumentos para percorrer uma obra que falou de liberdade e desigualdade, mas também de amor, esperança e alegria de viver.
O espetáculo tem texto de Braulio Tavares e Ana Carbatti, direção musical e arranjos de Alfredo Del-Penho e Beto Lemos e produção da Sarau Cultura Brasileira. No palco, Ádren Alves, Alfredo Del-Penho, Beto Lemos e Ricca Barros, da Barca, ao lado das convidadas Ana MaGa, Nívea Magno e Thati Dias.
O retorno ao Ginástico fecha um círculo. Foi durante a criação de “Gonzagão – A Lenda”, em 2012, que os integrantes do grupo se encontraram. E ao longo desses 15 anos foram mais de 800 apresentações em mais de 60 cidades, público superior a 600 mil espectadores e mais de 50 prêmios, entre Shell, APTR e APCA.
Créditos: Érica Magni (texto) e Cristina Granato (imagens)












