“Uma pessoa sensível, muito educada e doce”. As palavras dizem respeito a uma das mais amadas representantes da família real britânica: Diana Frances Spencer (1961-1997). E foram proferidas por alguém que teve o privilégio de conhecê-la e que, não por acaso, é integrante de uma família real, a dinastia de Orléans e Bragança, residente no Brasil.
A paisagista e artista visual Maritza de Orléans e Bragança é também princesa. Ela e a filha, Ana Thereza, estiveram, na noite da última segunda-feira (02), na sessão para convidados do musical “Diana – A princesa do povo”, que estreou, como você viu aqui, no Teatro Multiplan, na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.
– Conheci a Diana quando de uma vinda dela ao Brasil com o príncipe Charles. O prefeito na época era o Marcello Alencar e houve uma recepção no Palácio da Cidade. Antes, porém, houve um evento restrito e foi onde fui apresentada a ela – recorda-se Maritza em conversa com NEW MAG, destacando duas impressões deixadas por Diana: – Ela era muito tímida e muito, muito educada.
O evento ao qual Maritza se refere aconteceu em abril de 1991. O então prefeito Marcello Alencar estava no seu segundo mandato quando recebeu o casal real. O hoje rei Charles fazia sua segunda visita ao Brasil, e Diana, aquela que seria sua primeira e única.
– E você chegou a conversar com o Charles? – quis saber Ana Thereza, sentada ao lado da mãe na plateia.
– Eu não, mas ele e Alberto sim – devolve ela numa clara referência ao marido, o príncipe Alberto de Orléans e Bragança, com quem é casa desde 1983.
Maritza é polida ao falar e comedida nos gestos, e não poderia ser diferente em se tratando de um membro da família real brasileira. Discreta, fez questão de aplaudir quando, na fala que precedeu a apresentação, o produtor Eduardo Bakr e o diretor Tadeu Aguiar agradeceram à Lei Rouanet a possibilidade de realizarem aquela produção.
E o desempenho de Sara Sarres, que dá vida à Diana no musical, mereceu também um elogio da princesa.
– Ela tem a leveza que era da Diana – destacou Maritza, concordando – e o mesmo vale para Ana Thereza – quando este repórter comentou que a intérprete teria um quê de Julie Andrews em algumas das cenas.
– É verdade – arrematou ela já de pé e prestes a deixar a sala de espetáculos. E, em meio ao burburinho em torno das celebridades presentes, as duas princesas deixaram o recinto discretamente. E não poderia ser diferente. Não em se tratando de Ana Thereza e de Maritza de Orléans e Bragança.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Cristina Granato (imagem)






