‘É quase como uma série’

novembro 4, 2025

Hugo Bonèmer estreia projeto teatral minimalista e inovador e fala dos seus novos desafios nas telas

Hugo Bonèmer está numa onda mais minimalista. Em vários aspectos. Ele volta aos palcos em formato intimista, apostando na força das histórias curtas. E numa nova experiência teatral: sessões de 15 minutos para um público de até… 15 pessoas. Essa é a proposta de“Uma casa para Celeste”, monólogo que ele estreia no recém-inaugurado microteatro do Acaso Cultural, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro, com apresentações nesta sexta (07) e sábado (08). 

Em entrevista exclusiva ao NEW MAG, Hugo diz que o espetáculo nasceu de um desejo antigo de encontrar um texto que o atravessasse de verdade. Como isso não aconteceu, decidiu escrever o próprio. A criação foi feita em parceria com o roteirista e romancista Felipe Cabral.

— Procurava textos que me motivassem e não encontrava. Fui até a Bienal do Livro atrás de um autor para escrever comigo, e o Felipe topou dividir a escrita. Me senti amparado por um cara que já tem experiência como autor — conta o artista, que leva ao público pela primeira vez um texto feito por ele: — Estou com os nervos à flor da pele para a estreia.

A peça, explica o ator, tem como protagonista um pai ansioso pela chegada da filha, que volta a morar com ele após oito anos distante:

— O personagem é um arquiteto que está reformando a casa para recebê-la. É um processo cheio de expectativa, de medos: será que ele é um bom pai? Será que essa filha vai gostar de morar com ele?

“Uma casa para Celeste” faz parte de uma trilogia curta apresentada simultaneamente e que ganhará sua versão estendida como uma única peça em 2026. 

— São três peças diferentes, interligadas, mas que você pode assistir separadamente. É quase como uma série. E é um formato perfeito: você vê uma peça de 15 minutos e já vai tomar uma cerveja em Botafogo — brinca o ator. Hugo também celebrou o retorno dessa tradição teatral: 

— O microteatro resgata uma tradição brasileira das peças curtas, que foi muito forte no passado com autores como Jorge Andrade, Plínio Marcos e Arthur Azevedo. Isso se perdeu, mas está voltando. É como o curta-metragem no cinema, uma forma de experimentar ideias antes de transformá-las em algo maior.

Além do monólogo, o ator estará em “Sílvio Santos vem aí”, longa protagonizado por Leandro Hassum, cuja estreia será no dia 20 deste mês. E vai estar na segunda temporada da série “Amor da minha vida”, do Disney+, protagonizada por Bruna Marquezine, e nos filmes “Rio de Clarice” e “Velhos bandidos”, com lançamentos previstos para 2026. Mas nada se compara à experiência que só o teatro proporciona: 

— É tudo muito próximo. Você está a um metro do espectador, com a luz acesa, sentindo a respiração da plateia. É o teatro em seu estado mais puro. 

Créditos: Bruno Nunes (texto) e reprodução / Internet (imagem)

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