
O audiovisual brasileiro segue fazendo bonito em premiações mundo afora. O documentário “Apocalipse nos trópicos” venceu em duas categorias no IDA – International Documentary Awards, considerado um dos mais importantes do planeta para os filmes de não-ficção. A cerimônia aconteceu no último sábado (06), em Los Angeles, EUA.
Dirigido por Petra Costa e produzido por Alessandra Orofino, o longa conquistou os prêmios de Melhor Produção e Melhor Roteiro. A produção ainda concorria a Melhor Documentário e Direção, liderando o número de indicações desta edição, que avaliou 550 obras vindas de 85 países.
O IDA costuma antecipar tendências e aponta obras que devem ganhar visibilidade no circuito internacional — inclusive no caminho até o Oscar. “Apocalipse nos Trópicos” segue agora fortalecido nessa corrida.
No filme, que tem Brad Pitt entre seus produtores executivos, a diretora volta a investigar as tensões que moldam o Brasil contemporâneo. O longa mergulha na ascensão da influência de líderes evangélicos na política nacional, acompanhando de perto figuras centrais como o presidente Lula, o ex-presidente Jair Bolsonaro e o pastor Silas Malafaia. A narrativa expõe a lógica da teologia apocalíptica que impulsiona esses setores e revela como esse movimento impacta decisões, alianças e rumos sociais.
Com a mesma força poética e precisão que marcaram “Democracia em vertigem”, indicado ao Oscar em 2020, Petra atravessa passado e presente para capturar um país em disputa permanente, guiando o espectador por um retrato de uma democracia jovem, vulnerável e cheia de contradições.
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