Nasce um novo espaço de celebração no audiovisual brasileiro. Em sua edição inaugural, o Prêmio Prisma Queer será realizado durante a 48ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que acontece entre os dias 16 e 30 de outubro. O projeto valoriza narrativas LGBTQIA+ e une homenagem, láureas e festa.
A primeira edição presta tributo à documentarista Rita Moreira, pioneira do cinema queer no país. Jornalista, poeta e cineasta, ela iniciou a carreira nos anos 1970, em Nova York, EUA, com obras que exploravam maternidade lésbica, feminismo, identidade e sexualidade.
De volta ao Brasil, Rita registrou mazelas que persistem até os dias de hoje. Desigualdade social, racismo e a violência contra pessoas LGBTQIA+ foram só alguns dos temas abordados em filmes como “A dama do Pacaembu” (1980) e “Temporada de caça” (1988), fundamentais para romper o silêncio e transformar o vídeo em instrumento de resistência.
Na programação haverá, é claro, a entrega do Prêmio Prisma Queer, que reconhecerá o melhor longa LGBTQIA+ nacional e internacional e o melhor documentário, além da entrega do troféu à homenageada do ano. Também estão previstas uma reunião de networking entre profissionais queer do audiovisual e uma festa aberta ao público.
O júri é composto por nomes como o do diretor e roteirista Pedro França, vencedor do Queer Lisboa e do Prêmio Félix; Lucas Weglinski, cineasta premiado no Mix Brasil e homenageado no Queer Porto; a atriz e cineasta Chica Andrade, que integra o programa Sundance Trans Possibilities, e por Julieta Paredes, cineasta e poeta da etnia Aymara, entre outros.
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