Antagonismo complementar

março 5, 2026

Artistas abrem no Rio de Janeiro individuais em que vão além dos limites impostos pela tela

Paisagens – e elas podem ser urbanas (e até litorâneas) ou selvagens. Pinturas que têm um ímpeto em comum: o de resvalar para além dos próprios espaços. Estas duas características unem dois artistas de diferentes nacionalidades que abrem concomitantemente exposições no Rio de Janeiro.

Ela é brasileira; ele, chinês radicado no Rio de Janeiro. As paisagens de Rosângela Gayo mostram vegetações tropicais onde podemos encontrar animais da fauna e representantes dos povos originários do país. As obras trazem também elementos que fazem com que a pintura extrapole o lugar onde se encontra.

O mesmo pode ser dito sobre Aiyon Chung. As paisagens imortalizadas por ele estão impressas em tecido, em formatos que vão para muito além do convencional. “Entre linhas”, dele, e “Selvagens”, dela, ocupam o Centro Cultural Correios, onde foram inauguradas na tarde da última quarta-feira (04), com curadorias de Fabrício Guimarães e de Pedro Drummond, respectivamente.

Se as técnicas, os materiais e os estilos os diferem, os propósitos artísticos os irmanam. São eles dois artistas que querem romper limites – o da espacialidade e os deles próprios.

Créditos das imagens: Cristina Lacerda e Cristina Granato

Rosângela Gayu e Aiyon Chung Foto: Cris Lacerda
Vera Schueler, Bernardo Arribada e Vinicius Carvas. Foto: Cris Granato
Portyra Guajajara emociona-se com a obra nela inspirada. Foto: Cris Lacerda
Fabrício Guimarães com Hugo Pereira Nunes e Liane Roditi. Foto: Cris Lacerda
Thiago Pazos e Helena Carestiato. Foto: Cris Granato
Antonio Palharo ,Alzira Salles e Willy Chung

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