Paisagens – e elas podem ser urbanas (e até litorâneas) ou selvagens. Pinturas que têm um ímpeto em comum: o de resvalar para além dos próprios espaços. Estas duas características unem dois artistas de diferentes nacionalidades que abrem concomitantemente exposições no Rio de Janeiro.
Ela é brasileira; ele, chinês radicado no Rio de Janeiro. As paisagens de Rosângela Gayo mostram vegetações tropicais onde podemos encontrar animais da fauna e representantes dos povos originários do país. As obras trazem também elementos que fazem com que a pintura extrapole o lugar onde se encontra.
O mesmo pode ser dito sobre Aiyon Chung. As paisagens imortalizadas por ele estão impressas em tecido, em formatos que vão para muito além do convencional. “Entre linhas”, dele, e “Selvagens”, dela, ocupam o Centro Cultural Correios, onde foram inauguradas na tarde da última quarta-feira (04), com curadorias de Fabrício Guimarães e de Pedro Drummond, respectivamente.
Se as técnicas, os materiais e os estilos os diferem, os propósitos artísticos os irmanam. São eles dois artistas que querem romper limites – o da espacialidade e os deles próprios.
Créditos das imagens: Cristina Lacerda e Cristina Granato










