Você de repente pode não fazer ideia de quem ela seja. Tudo bem. Mas seu filho adolescente sabe – e gosta muito dela. Priscilla abre um novo capítulo na carreira ao assumir, pela primeira vez, o papel fixo como protagonista no teatro musical. Ela estará à frente de “Susi, o Musical”, que estreia em fevereiro, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. E, sim, o projeto é inspirado na boneca lançada em 1966, ícone da infância de diferentes gerações no Brasil.
O anúncio encerra semanas de especulação nas redes sociais, alimentadas por postagens enigmáticas da cantora desde o início do ano. Com mais de duas décadas de trajetória entre música, televisão e atuação, estrelar uma peça teatral é um passo inédito para Priscilla, que havia experimentado o gênero apenas em participações especiais — a mais recente, em novembro de 2025, quando integrou sessões pontuais de “Wicked”.
— Protagonizar um musical pela primeira vez é um passo muito significativo na minha trajetória. A Susi carrega memória, afeto e muitas camadas de significado, e poder dar vida a essa personagem em um espetáculo que dialoga com o presente é um desafio artístico enorme e muito especial para mim — afirma a artista.
Idealizado e escrito por Mara Carvalho, com músicas de Thiago Gimenes e direção de Ulysses Cruz, o musical parte do imaginário da boneca Susi para discutir temas contemporâneos. A narrativa acompanha Victor, um menino que cresce cercado por telas e estímulos digitais, e que embarca em uma jornada simbólica entre sonho e pesadelo ao lado de Susi. Ao longo do percurso, o personagem enfrenta medos, pressões externas e descobre novos modos de se reconhecer no mundo.
Em cena, Susi se desdobra em múltiplas versões — diferentes profissões, etnias e identidades — como metáfora da pluralidade feminina brasileira. O espetáculo aborda temas como identidade, autoestima, feminismo, pertencimento, redes sociais e globalização, sempre a partir de uma perspectiva lúdica, mas conectada ao presente.
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