Sua dedicação ao piano fez com que ela fosse admirada por Ernesto Nazareth (1863-1934) e por Pixinguinha (1897-1973). Mais: levou-a à alcunha de a Primeira-dama do Choro. Até conquistar o merecido reconhecimento, Amélia Brandão Nery (1897-1983) – a Tia Amélia, como era conhecida – cortou um dobrado.
Ao chegar ao Rio de Janeiro em 1930, para poder exercer seu ofício, ela, que deixara o marido em Pernambuco, dizia-se… viúva, uma vez que só as mulheres em tal situação poderiam trabalhar.
Essa é uma das muitas histórias – todas deliciosas – que a pesquisadora Jeanne de Castro elenca sobre a musicista, de quem é biógrafa, para uma série de palestras que fará nos teatros do Sesc, no Rio de Janeiro. Os encontros começam no dia 07 de março – véspera do Dia da Mulher – e vão até o dia 09 do referido mês.
– Amélia cumpriu a promessa feita a Ernesto Nazareth que, ao vê-la tocar, pediu que ela não deixasse “o choro morrer”. E assim ela o fez. Gravou, aos 83 anos, seu último LP, lançado em 1980, três anos antes de ela falecer – explica a autora, que aproveitará os encontros para autografar “Tia Amélia – o piano e a vida incrível da compositora”(Tipografia Musical).






