Mulher de verdade

fevereiro 25, 2026

Conheça a pianista que, casada, mentia que era viúva para poder exercer a profissão no Brasil. Vem saber!

Sua dedicação ao piano fez com que ela fosse admirada por Ernesto Nazareth (1863-1934) e por Pixinguinha (1897-1973). Mais: levou-a à alcunha de a Primeira-dama do Choro. Até conquistar o merecido reconhecimento, Amélia Brandão Nery (1897-1983) – a Tia Amélia, como era conhecida – cortou um dobrado.

Ao chegar ao Rio de Janeiro em 1930, para poder exercer seu ofício, ela, que deixara o marido em Pernambuco, dizia-se… viúva, uma vez que só as mulheres em tal situação poderiam trabalhar.

Essa é uma das muitas histórias – todas deliciosas – que a pesquisadora Jeanne de Castro elenca sobre a musicista, de quem é biógrafa, para uma série de palestras que fará nos teatros do Sesc, no Rio de Janeiro. Os encontros começam no dia 07 de março – véspera do Dia da Mulher – e vão até o dia 09 do referido mês.

–  Amélia cumpriu a promessa feita a Ernesto Nazareth que, ao vê-la tocar, pediu que ela não deixasse “o choro morrer”. E assim ela o fez. Gravou, aos 83 anos, seu último LP, lançado em 1980, três anos antes de ela falecer – explica a autora, que aproveitará os encontros para autografar “Tia Amélia – o piano e a vida incrível da compositora”(Tipografia Musical).

A pesquisadora Jeanne de Castro: “Ela cumpriu a promessa”

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