Há exatos 45 anos, no dia 30 de novembro de 1980, um dos maiores baluartes do samba, Cartola, faleceu após lutar quatro anos contra um câncer, e a cidade do Rio de Janeiro, onde ele viveu e brilhou, já se prepara para exaltá-lo no Dia Nacional do Samba. Este ano, a data, dia 02 de dezembro, cai numa terça-feira, então boa parte das celebrações foram adiadas para o próximo sábado (06). Como o tradicional Trem do Samba, que parte da Central do Brasil com destino a Oswaldo Cruz levando sambistas e alegria, e chega à sua 30ª edição. Os músicos que ocuparão os três palcos no destino final já foram anunciados: Leci Brandão, Dudu Nobre, Roberta Sá, Dorina e as Velhas Guardas das grandes escolas de samba. Estima-se que mais de 100 mil pessoas participarão da festa.
Vale lembrar que, nos últimos três anos o número de rodas de samba em locais públicos cresceu 58% na cidade do Rio de Janeiro. Isso prova que o ritmo não apenas tem resistido, mas tem conseguido se atualizar e conquistar cada vez mais o público jovem. De acordo com o Mapa das Rodas de Samba atualmente existem 150 batucadas na cidade.
E para abençoar os sambistas, no próprio Dia Nacional do Samba, Padre Omar celebra missa em ação de graças pela manhã no Cristo Redentor. À tarde, o quiosque Samba Social Clube, no Posto 2, vai inaugurar as estátuas em tamanho real de Carlinhos de Jesus e Neguinho da Beija-Flor, com a presença dos homenageados. Já o Museu do Samba vai inaugurar na data uma nova exposição, “Alvoradas de Cartola”, com show e roda de samba. Após a vernissage, Flávio Bauraqui apresenta o espetáculo “Cartola vive — um tributo ao mestre”, seguido por uma roda de samba comandada por Ivo Meireles, tendo como convidados Sandra de Sá, Flávia Saolli e Dorina.
Cartola, batizado Angenor de Oliveira, é autor de alguns dos maiores clássicos da MPB, como “As rosas não falam” e “O mundo é um moinho”. O apelido veio por conta de um chapéu-coco que ele usava na época em que era servente de obras para evitar que caísse cimento em sua cabeça.





