Não será fruto de nenhum efeito lisérgico se o folião que, ao adentrar o Baile Verão Maravilha, no Hotel Fairmont, Rio de Janeiro, achar que chegou ao Studio 54, a lendária discoteca de Nova York. Estaremos na sexta-feira (20), mas alguns dos looks vão remeter àqueles embalos de sábado à noite. E o responsável pela mágica tem nome e sobrenome: Alexandre Schnabl.

O jornalista e diretor criativo da Frankie e Amaury assina simplesmente 20 das criações usadas – e, por que não desfiladas – ao longo da festa. As peças vestirão modelos das agências Way e 40º escolhidos a dedo pelo criador de moda e por seu assistente, o figurinista Caio Nietzsche.
– O resultado remete ao que chamo de era disco tardia, por ter acontecido ali entre os anos de 1979 e 1981, quando as peças começam a se misturar com as que marcariam o estilo New Wave – explica Schnabl, que bebeu em fontes como o filme “Xanadu”, estrelado pela inesquecível Olívia Newton-John (1948-2022).
E que ninguém pense que o resgate do clima disco foi moleza para
o estilista. Como no Carnaval a exuberância dá o tom, o pesquisador precisou buscar referências em uma época em que as noites eram para lá de animadas …

– Não é fácil trabalhar com essas referências no Carnaval. É uma época de muito brilho, mas o Carnaval tem alguns decibéis acima, então tivemos de buscar inspiração em épocas anteriores como os anos 1920, principalmente para os adereços de cabeça – revela o criador, destacando que as duas épocas conversam e muito: – O hedonismo dos anos 1970 remete àqueles anos loucos e à estética, por exemplo, das Folie Bergères (casas onde se dançava o can-can).





