A solidão, a dúvida e a busca por si mesmo são pontos de partida em “Achados e perdidos”, nova exposição do artista visual Paulo Vieira. A mostra, que marca seu retorno às galerias após sete anos, foi inaugurada na última quarta-feira (22) na Galeria Movimento, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro.
Com curadoria de Mauro Trindade, a exposição reúne 58 pinturas em técnica mista sobre papel e duas telas em acrílica. O artista mineiro mergulha em retratos e autorretratos de minuciosa precisão, construindo imagens que provocam tanto pela beleza quanto pelo mistério.
— O rigor de sua produção se distancia do automatismo, enquanto questões esotéricas também são alheias ao exercício de clareza e concisão que realiza — afirma o curador Mauro Trindade.
Mais do que representar o mundo, Vieira parece questioná-lo. Sua pintura é, como define Trindade, um pensamento visual que fala por si, sem precisar de amparo teórico.
O vernissage contou com a presença do ministro do Superior Tribunal de Justiça Sebastião Reis e de artistas visuais como Xico Chaves, Toz Viana, o Toz, e Ricardo Becker, como mostram as imagens de Vera Donato.









