‘Não poderia ser outra’

fevereiro 24, 2026

Baterista que revoluciona a MPB, Tutty Moreno faz show no Rio e fala da importância de Joyce Moreno na sua vida

A cozinha é um ambiente crucial numa casa. O mesmo pode ser dito sobre ela em relação a uma banda. Não por acaso, “cozinha” é como os músicos se referem à bateria, instrumento rítmico vital num conjunto. E, segundo nesta toada, Tutty Moreno pode ser apontado como um chef de excelência.

E as credenciais para tanto são muitas e podem ser vistas (ouvidas, melhor dizendo) em álbuns cujas sonoridades ele ajudou – e muito –a incrementar. E “Drama”, de Maria Bethânia, e “Jards Macalé”, ambos de 1972, são dois belos exemplos.

Tutty é o cara. E dará mais uma prova disso na noite desta terça-feira (24), quando sobe ao palco do Teatro Ipanema Rubens Corrêa, Zona Sul do Rio de Janeiro, para única apresentação do show “Samba-jazz & outras bossas”. O show encerra a temporada instrumental do Terças no Ipanema, projeto capitaneado com maestria por Flávia Souza Lima.

O instrumentista formará juntamente com Rafael Vernet (teclados) e Bruno Aguilar (contrabaixo) um power trio daqueles. E, voltando ao quesito alta gastronomia, o chef terá como cereja do bolo, digamos assim, a participação especial de uma de nossas mais importantes compositoras: Joyce Moreno, sua companheira na vida e em álbuns e shows memoráveis.

– A minha convidada não poderia ser outra, senão aquela que é minha namorada, companheira de vida, de lutas, palco, cama e mesa. Minha mulher, meu caminho. O resto é música – derrete-se o batera.

Música da mais alta qualidade, que fique claro.

Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Isabela Espindola (imagem)

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