Gabriela Amerth deu uma guinada na própria vida em 2016. A atriz tinha 21 anos quando, já formada pela CAL, afivelou as malas rumo aos EUA. E a vida da artista, nascida e criada no Engenho de Dentro, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro, pode mudar de novo em 22 de janeiro de 2026. Na ocasião, será divulgado se ela estará no páreo pela estatueta de Atriz Coadjuvante ao Oscar. Isso mesmo.
A inclusão do nome da carioca entre os concorrentes na lista de nomeações deu-se por sua performance em “Brownsville Bread”. Na produção Hollywoodiana, falada em inglês e em espanhol, ela vive Elizabeth, uma personagem neurodivergente.
– Eu estava ao lado da diretora (Elaine Del Valle) quando ela, sem rodeios, perguntou o quão incrível seria se uma imigrante brasileira fosse indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante – recorda-se a artista, que fez para o longa seu 70º teste desde que chegara aos EUA. – Ser submetida já é uma grande vitória de vida – celebra ela que, entre outros trampos, trabalhou por lá como babá, garçonete e passeadora de cães.
Gabriela nunca foi de se deixar abater pelas dificuldades. Para levantar a quantia necessária que a levou aos EUA, fez de um tudo: desde cantar no metrô a trabalhar também como garçonete em um restaurante de uma franquia australiana de fast-food.
– Depois da submissão, os filmes e artistas fazem campanhas para aumentar a visibilidade e terem mais chances de serem votados. Grandes produções investem pesado em marketing, assessoria e em exibições privadas do filme. Como “Brownsville Bred” é uma produção independente, estamos apostando em apoio popular. Agora é fazer barulho para que tenhamos mais de um ator brasileiro no Oscar – vibra a atriz numa alusão ao fato de Wagner Moura poder estar na disputa por sua atuação em “O agente secreto”.
A sorte está lançada.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Gira Lister (imagem)





