No vinil ela surgiu. A ele ela volta. E para eternizar seu trabalho mais recente e surpreendente. “Ópera Grunkie”, álbum lançado nas plataformas por Marina Lima, chegará ao formato físico – e analógico. A edição sai pela NRC+ na cor azul translúcido e acompanhada de livreto com letras e ficha técnica do projeto. O formato encontra uma artista que, como você leu aqui, atravessa gerações sem abrir mão da experimentação.
Com produção musical assinada por Marina em parceria com Arthur Kunz, Edu Martins e Thiago Vivas, “Ópera Grunkie” traz faixas compostas com Ana Frango Elétrico e Adriana Calcanhotto e homenagens a Antonio Cícero (1945-2024), irmão e parceiro mais constante da artista, Fernanda Montenegro (cujas vozes são ouvidas no álbum) e a Maria Bethânia e a Marcelo D2.
Entre as colaborações, Laura Diaz, da banda Teto Preto, participa de “Collab Grunkie”, faixa que nasceu de uma convocação nas redes sociais e recebeu mais de 800 projetos enviados por fãs. A base selecionada foi a do músico Eraldo Palmero.
O título faz referência aos grunkies, comunidade de admiradores formada ao redor de Marina e retratada no documentário “Uma Garota Chamada Marina” (2019), de Candé Salles. A expressão reúne pessoas de diferentes gerações que compartilham valores como liberdade, criatividade e coragem.
— São pessoas que parecem comigo, que pensam como eu e que querem fazer a diferença no mundo. Não importa se você tem 20, 30 ou 60 anos, a vida é um desafio constante. Você não cresce no conforto, você evolui tentando melhorar e progride com os erros — reflete Marina.
Entre a nostalgia do vinil e a contemporaneidade de suas composições, a nova edição aproxima diferentes tempos da música. Para os grunkies e colecionadores, uma oportunidade de levar para a estante um capítulo recente da trajetória de Marina Lima, artista que (re)faz um país a cada lançamento.
Créditos: Érica Magni (texto) e Divulgação (imagens)






