Adeus ao Planet Hemp

dezembro 10, 2025

Após 30 anos, músicos anunciam show de encerramento do grupo que marcou o rap-rock nacional

Poucas bandas atravessam décadas mantendo-se tão relevantes quanto o Planet Hemp. O grupo, formado por Marcelo D2 (vocal), BNegão (vocal), Formigão (baixo), Nobru (guitarra), Pedro Garcia (bateria) e Daniel Ganjaman (guitarra e teclados), transformou o palco em um território de resistência, liberdade e celebração da cultura ao longo dos 30 anos de trajetória, mas se preparam para se despedir do público. No próximo sábado (13), acontece o último show do grupo de rap-rock e o local escolhido foi a Fundição Progresso, no Rio, onde os fãs poderão aplaudir a apresentação que encerra a turnê ‘A última ponta’ e marca o último capítulo do Planet.

– Fizemos um belo trabalho nesses 30 anos de carreira, mas tudo tem um final. O Planet Hemp tem uma energia muito forte que não queremos que se apague. Já namoramos essa ideia há pelo menos dois anos. Vamos aproveitar esses últimos momentos juntos, na estrada, como banda, e nos conectarmos mais uma vez com essa galera que está nos apoiando desde o início – disse Marcelo D2.

O Planet Hemp sempre se destacou pela fusão inédita entre rap, rock’n roll, psicodelia, hardcore e ragga, com elementos da música brasileira. Resultando em uma identidade sonora única, que não apenas influenciou o cenário musical e político do país, mas, sobretudo, surgiu como uma voz audaciosa na defesa da legalização da maconha, confrontando as estruturas conservadoras da sociedade brasileira.

– O Planet Hemp surgiu há menos de 10 anos após a Ditadura Militar. Falava-se muito sobre o que se podia e o que não se podia. Fomos vanguarda ao falar da legalização das drogas, mais que a questão medicinal, abordamos o prejuízo social que a ilegalidade traz. Puxamos conversas que foram necessárias para a sociedade, levantando assuntos que nem podiam ser abordados nos anos 1990 – disse D2.

Crédito da imagem: Divulgação

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