Em ano de Super El Niño, os museus também podem ser espaços de reflexão e mobilização diante da crise climática. É a partir dessa perspectiva que nasce o Festival Regenera, que propõe discutir como a cultura, a memória e o patrimônio podem contribuir para a transformação de territórios e para a construção de novas relações com o meio ambiente.
— Durante muito tempo, falamos em sustentabilidade como se bastasse reduzir impactos. Hoje, precisamos ir além. Regenerar significa restaurar relações, territórios e ecossistemas, e a cultura é essencial neste papel regenerativo frente à crise climática — afirma a museóloga e curadora do festival Lucimara Letelier. O evento acontece na quarta (21) e quinta-feira (22), na PUC-Rio, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro.
Às vésperas da COP31, conferência mundial do clima da ONU, marcada para 9 a 20 de novembro, a primeira edição do festival reúne representantes do Museu Bispo do Rosário, do Instituto Pretos Novos, do Instituto Moreira Salles e da organização holandesa Imagine IC.
Créditos: Bruno Nunes (texto) e Guto Costa (imagem)





