Trabalhar com audiovisual sempre exigiu resistência e resiliência. Agora, imagine criar um festival de cinema em 2021, em meio às restrições da pandemia? Esse foi o desafio de Lucas Vasconcellos, idealizador do Sinédoque – Festival Nacional de Documentários Curtos, que chega à sexta edição, de 4 a 8 de novembro, no Estação Claro Rio, em Botafogo, com entrada gratuita.
— Tirar um sonho do papel em um momento tão adverso foi uma grande realização e uma oportunidade de conectar as pessoas com histórias de todo o Brasil — conta Lucas, formado em Cinema pela PUC-Rio, que esteve no Festival de Cannes em 2025 como idealizador e coprodutor de “Para Vigo Me Voy!”, documentário sobre Cacá Diegues.
Criado no ambiente digital, o Sinédoque recebe mais de 200 inscrições por ano e selecionou, nesta edição, 23 documentários das cinco regiões do país. Entre os destaques estão “Helena! Cinema!”, de Cavi Borges e Christian Caselli, exibido recentemente no Festival do Rio, e “Réquiem para Moïse”, de Susanna Lira e Caio Barretto Briso. A programação inclui seis sessões temáticas, debates, duas masterclasses e premiação.
Para Lucas, o diferencial do festival está na curadoria rigorosa e no compromisso com a democratização do cinema brasileiro.
— Acreditamos no curta como uma forma de expressão cinematográfica com valor próprio, e não apenas como um caminho para chegar ao longa-metragem. Aqui, o curta é protagonista, recebe o espaço e a atenção que merece, com exibições na tela grande e encontros entre realizadores e público — destaca Lucas.
Créditos: Bianca Portugal (texto) e Divulgação (imagem)





