Um dos grandes nomes da música brasileira, Milton Nascimento construiu uma obra que atravessa gerações e fronteiras, reunindo influências, sonoridades e referências culturais diversas. Essa riqueza inspira “Bailes da vida”, novo espetáculo da Studio3 Cia. de Dança em parceria com a Fundação Osesp, que propõe um encontro entre dança, memória e identidade.
A montagem estreia na próxima quinta-feira (05), na Sala São Paulo, na capital paulista, e encerra a tetralogia dedicada à música brasileira, que já homenageou Chico Buarque, Tom Jobim (1927-1994) e Caetano Veloso. Com coreografia de Anselmo Zolla e direção teatral de William Pereira, a criação parte do universo poético de Milton para explorar diferentes dimensões de sua trajetória artística.
Longe de seguir uma narrativa biográfica ou simplesmente ilustrar as canções, o espetáculo percorre referências como a ancestralidade africana, a espiritualidade, a identidade mineira e as relações com a cultura latino-americana. A criação se organiza em três movimentos, que abordam o sagrado e o profano, Minas Gerais como território afetivo e as conexões musicais que ultrapassam fronteiras.
No repertório estão canções como “Cio da terra”, “Cálix Bento”, “Minas Geraes”, “Caçador de mim”, “Coração civil”, “São Vicente”, “Travessia”, “Canção da América” e “Bailes da vida”. Os arranjos de Rodrigo Morte ganham vida com uma formação que reúne orquestra sinfônica, coro juvenil, coro adulto e solistas.
Com bailarinos de diferentes gerações, técnicas e experiências, a Studio3 Cia. de Dança também incorpora a diversidade de corpos e linguagens à construção cênica. A proposta é fazer com que a música de Milton encontre novas formas de expressão, em uma experiência que aproxima o que se escuta daquilo que o corpo consegue transmitir.
Créditos: Bruno Nunes (texto) e Leandro Menezes (imagem)





