Escola de talentos

outubro 28, 2026

Cacá Mourthé reúne personalidades como Claudia Abreu e Malu Mader em festa de 75 anos do Tablado

O Tablado, no Rio de Janeiro, chega aos 75 anos mantendo viva uma história que atravessa gerações do teatro brasileiro. Fundada por Maria Clara Machado (1921-2001), a instituição segue formando artistas e levando aos palcos a obra de sua criadora, que agora ganha uma homenagem permanente na praça em frente ao teatro.

A celebração foi antecipada para a última terça-feira (27), véspera do aniversário oficial, com a inauguração de uma estátua em tamanho real da dramaturga e um coquetel que reuniu alunos e convidados. Entre os presentes estavam Claudia Abreu, Malu Mader, Débora Lamm, Maria Clara Gueiros, Marcos Palmeira, Luís Miranda e Sophie Charlotte.

A escultura é assinada pelo artista plástico Edgar Duvivier, também responsável pela estátua de Marielle Franco (1979–2018) localizada no Centro do Rio de Janeiro. Para viabilizar a homenagem, foram produzidas 50 réplicas em miniatura, numeradas e acompanhadas de certificado de autenticidade, que começaram a ser comercializadas no início do ano.

— É uma forma de eternizar a presença de Maria Clara na porta do Tablado e celebrar o legado que ela deixou para a cultura brasileira — explica Cacá Mourthé, diretora-geral da instituição e sobrinha da dramaturga.

A comemoração também passa pelo palco com “A bruxinha que era boa”, um dos clássicos de Maria Clara Machado, em cartaz desde o início de agosto no teatro. Com direção de Cacá, a montagem tem sessões aos sábados e domingos, e reúne uma nova geração de artistas formados pela casa. O elenco conta com atores como Luísa Kosovski, Samuel Valadares e Helena Alpino.

— Queremos comemorar olhando para o futuro, mas sem perder de vista a nossa história — afirma Cacá, que cresceu nos bastidores do teatro e hoje conduz a instituição.

Fundado em 1951, no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, O Tablado se tornou referência na formação de atores e revelou nomes que construíram carreiras no teatro, na televisão e no cinema, como Marieta Severo, Fernanda Torres, Camila Pitanga, Drica Moraes, Gregorio Duvivier e os irmãos Enrique Diaz e Chico Diaz. Aos 75 anos, a instituição celebra essa trajetória sem deixar de abrir espaço para quem está começando.

Créditos: Bruno Nunes (texto) e Cristina Granato (imagens)

MAIS LIDAS

Posts recentes

A arte da escrita

Othon Bastos e Isabel Diegues prestigiam lançamento de novo livro do diretor Flávio Marinho no Rio

História de luta

Zezé Motta tem a vida narrada em musical que estreia no Rio após sucesso em São Paulo