Depois de uma temporada de sucesso em São Paulo, ‘Prazer, Zezé! O musical’ chega pela primeira vez ao Rio de Janeiro. De 7 de novembro a 6 de dezembro, no Teatro João Caetano, a produção celebra a vida e a arte de Zezé Motta, hoje com 82 anos, em um encontro entre música, memória e afeto. O espetáculo acompanha a mulher que fez do palco, da tela e da música espaços de liberdade e afirmação. Ao enfrentar o racismo e o machismo, Zezé conquistou um lugar singular e abriu novas possibilidades para gerações de artistas negras no país.
Da infância à formação artística, a elegância da mãe modista e a musicalidade do pai ajudam a revelar a mulher por trás da grande artista. A estreia em ‘Roda Viva’, o encontro com os Panteras Negras em Nova York e a consagração em ‘Xica da Silva’ compõem um percurso em que criação e luta política se encontram.
– O ponto de partida foi pensar que a trajetória da Zezé não cabia em um retrato confortável. A história dela é a de uma artista que precisou disputar cada espaço, em um país que sempre naturalizou a exclusão de corpos negros dos lugares de protagonismo. O musical nasce desse embate entre desejo, talento e estruturas que tentam limitar quem pode ocupar o centro da cena, afirma a diretora artística Débora Dubois.
Idealizado e escrito por Toni Brandão, o espetáculo não segue uma narrativa linear. Episódios, conquistas, embates, quedas e retomadas se entrelaçam para aproximar o público dos sonhos, das escolhas e da coragem de Zezé, sem transformar sua biografia em uma celebração protocolar.
Em cena, Larissa Noel interpreta Zezé Motta em diferentes fases da vida, acompanhada por um elenco de 11 intérpretes e uma banda de oito músicos. A trilha reúne canções ligadas à sua história e aos períodos retratados, entre elas “Senhora Liberdade”, “Tigresa” e “Muito Prazer, Zezé”. A direção musical é de Cláudia Elizeu e a direção de arte, de Billy Castilho.
Créditos: Bianca Portugal (texto) e Ricardo Guzzo e Reprodução/internet (imagens)






