Depois de uma sessão lotada no Festival do Rio, como noticiado aqui, Estêvão Ciavatta Pantoja levou “No passo da cobra” à Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Dirigido, roteirizado e produzido pelo cineasta, o longa parte do acidente sofrido por ele em 2008 para refletir sobre identidade, superação e as possibilidades de encontrar novos caminhos diante das adversidades.
O documentário teve sessão de gala na última terça-feira (20). Nomes como Regina Casé, acompanhada das irmãs, Virgínia e Patricia Casé, além do cineasta Fernando Meirelles e dos atores Adriana Lessa e Leonardo Miggiorin, marcaram presença.
— Quando entendi que o meu corpo, estirado no chão de terra batida, poderia nunca mais sair daquela posição, um grande vazio se abriu dentro e fora de mim. Mas eu não desisti, pelo contrário, me dediquei a conviver e aprender com as dificuldades e, quando possível, superá-las — conta Estêvão.
O diretor também reflete sobre a importância de respeitar o próprio tempo e compreender que nem tudo depende exclusivamente da vontade individual. A ideia de seguir em frente sem apressar os acontecimentos está no próprio título da produção.
— Não me impus metas, sem apressar o tempo, pois o tempo das coisas acontecerem é sim fruto do nosso esforço, mas não depende apenas da gente. O mundo é grande, diverso e complexo. Melhor é viver “no passo da cobra” — completa.
Créditos: Bruno Nunes (texto) e Andy Santana (imagens)










