Reynaldo Gianecchini vive um momento de plenitude. No palco, ele brilha ao lado de Maíra Casadevall em “Um dia muito especial”. O espetáculo voltou a São Paulo após excursionar pelo país ao longo de um ano. E o retorno, segundo o ator, não poderia ser mais do que oportuno. A peça é ambientada na Itália quando o fascismo de Benito Mussolini (1883-1945) chega ao poder acarretando uma série de transformações na vida dos cidadãos.
Na trama, o personagem de Gianecchini, Gabriele, é desligado do emprego em razão da sua orientação sexual. O novo regime leva-o também a ter de deixar às pressas o apartamento onde mora. Antes, porém, precisa socorrer sua vizinha, Antonietta (Maíra), que vê-se atraída por ele. As diferenças ideológicas entre eles acabam por vir à tona no pouco tempo em que convivem, levando-a a repensar seus próprios valores.
— Tenho muito prazer em contar essa história, muito oportuna, ainda mais agora neste momento de eleições – observa o ator destacando ainda: — A peça chama à nossa reflexão sobre o que a gente espera daqui para frente sem retroceder, sobretudo em relação a temas nos quais ainda precisamos avançar.
Gianecchini está plenamente à vontade em cena, e assim pretende continuar (“até fevereiro, pelo menos”). O ano de 2007 vai exigir dele mais atenção a outro campo, o do audiovisual. O artista tem simplesmente três projetos para lançar.
Dois deles são longas. “Sombras” é dirigido por Anita Barbosa, diretora (“maravilhosa”) de “Se eu fosse você 3”. O outro filme é “A arte do roubo”, de Marcos Jorge, do aclamado “Estômago” (2007). Já a série é dirigida por Maria de Médicis para o Globoplay.
— O teatro tem me chamado demais. Pretendo descansar um pouquinho, mas eu não paro. Nunca deixei de fazer teatro, desde quando estreei. E estreei no teatro e só depois é que fui para a TV. Nunca vou deixar de fazer teatro. Ele é para mim muito importante.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Christian Vieira (imagem)





