Os filmes são sempre muito diferentes entre si. Uma coisa é perene no Festival do Rio: o paredão de fotógrafos a cada avant-première. Eles estão lá com suas lentes voltadas às estrelas – algumas delas internacionais – que promovem seus filmes no evento. Um fato inédito aconteceu este ano. Um fotógrafo mirou nos astros internacionais com um diferencial: os cliques foram feitos num estúdio próprio. Isso mesmo.
O profissional em questão é um dos mais importantes nomes da fotografia em atividade no país – e fora dele também. Se pensou em Jorge Bispo acertou em cheio. O artista clicou, num ambiente pensado especialmente para os dias do festival, alguns dos astros que marcaram presença na edição deste ano. A iniciativa é inspirada num feito comum em festivais como os de Cannes (França), Veneza (Itália) e o de Berlim, Alemanha.
O cenário era simples: um fundo-infinito na cor marrom sobre o qual foi colocada uma mesa de maneira e, às vezes, nem ela; só mesmo uma cadeira. Por este ambiente passaram nomes como o da espanhola Esther García, cabeça da El Deseo, produtora dos filmes de Pedro Almodóvar, ou a atriz portuguesa Maria João Bastos.
Se o cenário era muitas vezes o mesmo, os resultados foram singulares. O diretor iraniano Asghar Farhadi, detentor de dois Oscars, é visto apoiado sobre o tampo com o semblante pensativo. Já Faraz Shariat encara a câmera com um ar de bofão desprotegido.
E tais resultados só mesmo um craque como Jorge Bispo para alcança-los.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Jorge Bispo (imagens)








