Em tempos em que a inteligência artificial oferece respostas cada vez mais rápidas, parar para pensar pode ser um exercício de resistência. É a partir dessa reflexão que o executivo Axel Sande e a linguista, escritora e artista visual Manuela Sandetorras — pai e filha — apresentam “Armadilhas da clareza: Desafios da criatividade em tempos de automação radical”, livro que discute os impactos da tecnologia sobre o pensamento crítico, a criatividade e a autonomia humana.
O lançamento aconteceu na Livraria Argumento, no Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro, e contou com a presença de nomes como Tony Souza e Silva e Gisela Zincone.
A obra parte de uma ideia central: quando compreendemos alguma coisa, costumamos esquecer o caminho percorrido até chegar àquela conclusão. Essa é a chamada “armadilha da clareza”, fenômeno que leva as pessoas a transmitir apenas o resultado do próprio raciocínio, deixando de lado as etapas que tornaram o entendimento possível.
Axel e Manuela também levantam questões sobre o papel da inteligência artificial no futuro: a tecnologia deve ampliar as capacidades humanas ou diminuir a importância das pessoas na criação de ideias e na geração de valor? Para os autores, preservar o tempo para pensar, aceitar os erros como parte do aprendizado e cultivar a curiosidade são atitudes fundamentais para encontrar caminhos alternativos.
Créditos: Bruno Nunes (texto) e Marco Rodrigues (imagens)







