‘A internacionalização é essencial’

outubro 9, 2026

Autoridades e representantes do audiovisual reúnem-se no Rio Market em debate sobre o futuro do setor
Ministro Márcio Elias, do MDIC, Laudemir Muller presidente da APEX e Walkiria Barbosa, presidente da FICA

Como transformar o audiovisual brasileiro em uma indústria mais forte, competitiva e conectada ao mercado internacional? A resposta passa pela articulação entre representantes do setor e o poder público e esteve em debate no Rio Market. Participaram do evento Walkiria Barbosa, presidente da Federação da Indústria e do Comércio do Audiovisual (FICA) e diretora do Rio Market e do Festival do Rio; Márcio Fernando Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; e Laudemir André Müller, presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

— Estamos lançando uma plataforma que vai conectar todos os mercados importantes da indústria do audiovisual do mundo. Assim como as informações sobre as oportunidades de cada um desses países, principalmente dos países com os quais nós já temos acordos de coproduções assinados, que, se não me falhe a memória, temos 25. Enfim, estamos trabalhando para que todo esse programa que a gente trabalhou tão fortemente durante o ano de 2025 possa ter resultados bem concretos ainda esse ano — explicou Walkiria durante o encontro, realizado na última quinta-feira (08) no Armazém da Utopia, Zona Portuária do Rio de Janeiro.

A criação da plataforma é um dos desdobramentos de um trabalho iniciado em novembro de 2024 para estruturar o audiovisual como indústria no Brasil. Ao longo de 2025, representantes do setor participaram de encontros para consolidar essa articulação. Agora, a expectativa é transformar as discussões em iniciativas que ampliem a presença das produções brasileiras no mercado internacional.

O audiovisual também passou a integrar, em maio deste ano, a Nova Indústria Brasil (NIB), política do governo federal voltada ao desenvolvimento industrial. Para o ministro Márcio Elias, a inclusão do setor abre espaço para ampliar as relações com outros países, estimular coproduções e aproximar a indústria das inovações tecnológicas.

— São 11 metas na NIB, uma delas é a internacionalização do audiovisual, é o comércio exterior, absolutamente essencial por todas as razões. Até para poder incorporar as inovações tecnológicas, para viabilizar coparcerias, coproduções, para que a gente possa pensar em mecanismos multilaterais de fomentos de apoios, para que a gente possa avançar também envolvendo a diplomacia do nosso Itamaraty — disse o ministro.

Entre as medidas de apoio à internacionalização está a atuação da ApexBrasil. Durante o encontro, o presidente da agência, Laudemir Müller, destacou que há R$ 40 milhões disponíveis para ações voltadas ao setor, em parceria com outras instituições. O trabalho inclui desde estudos de inteligência de mercado até iniciativas de qualificação para preparar empresas e profissionais para a exportação.

— Nós queremos fazer mais, queremos fazer o que a gente ainda não faz, queremos melhorar o que a gente já faz e não faz bem e nós queremos ampliar aquilo que a gente já faz e faz bem. É por isso que a gente está aqui. Contem conosco, contem com a ApexBrasil, contem com essa agência, se conectem com a política industrial brasileira, e nós somos e queremos ser cada vez mais o braço, o apoio do setor da indústria do audiovisual brasileira para promover esse setor no mundo — afirmou Müller.

Créditos: Bruno Nunes (texto) e Eny Miranda (imagem)

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