‘Transformação se faz em conjunto’

outubro 7, 2026

Instituto Yduqs e Instituto Equatorial celebram resultados do programa de alfabetização para jovens e adultos
Cláudio Romano, presidente do Instituto Yduqs e vice-presidente do Grupo Yduqs

A taxa de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais caiu para menos de 5%. É o menor índice da série histórica já registrado pelo IBGE. Mesmo com esse marco importante, as dificuldades não chegaram ao fim. Nem todos que sabem ler e escrever conseguem compreender textos, interpretar informações e utilizar essas habilidades no cotidiano. Pensando nisso, o Instituto Equatorial e o Instituto Yduqs ampliaram o alcance do Programa de Alfabetização e Letramento de Jovens e Adultos.

— No Instituto Yduqs, acreditamos que transformação social se faz em conjunto. Temos o privilégio de caminhar ao lado de parceiros que compartilham conosco esse propósito. Hoje, celebramos com muito carinho a parceria com o Instituto Equatorial e os resultados tão especiais das primeiras turmas — celebra Cláudia Romano, presidente do Instituto Yduqs e vice-presidente do Grupo Educacional Yduqs.

Criado em 2018, o programa já alfabetizou mais de 2 mil alunos. Em 2026, com o apoio do Instituto Equatorial, a iniciativa chegou a Maranhão, Pará, Amapá, Piauí, Goiás e Alagoas. Atualmente, são 21 unidades nas regiões Sudeste, Nordeste, Norte e Centro-Oeste.

— São pessoas que conquistam algo que vai muito além de aprender a ler e escrever. Conquistam autonomia, confiança e a possibilidade de viver experiências que antes pareciam distantes. É emocionante ver sonhos se tornando realidade por meio de uma parceria que acredita no poder transformador da educação — completa Claudia.

As aulas são gratuitas, com carga horária de 120 horas e acontecem ao longo de quatro meses. A proposta é a de trabalhar leitura e escrita a partir de situações do cotidiano dos próprios alunos, aproximando o aprendizado de questões de suas rotinas. O projeto também conta com estudantes de Pedagogia da Estácio e da Wyden na monitoria das turmas, criando uma experiência prática para quem está se preparando para a docência.

— A alfabetização de jovens e adultos representa um passo decisivo para a inclusão social, econômica e cultural. Pessoas alfabetizadas têm mais oportunidades de acesso ao mercado de trabalho, aos serviços públicos, à informação e à participação cidadã. Além disso, a educação ao longo da vida contribui para o fortalecimento das comunidades e para o desenvolvimento regional —  pontua Janaína Ali, coordenadora do Instituto Equatorial, que destaca: —  Ao investir nesse público, o programa contribui diretamente para a construção de uma sociedade mais justa, com mais oportunidades e menos desigualdades.

Um desses exemplos é o de Vanda da Silva, de 81 anos. Moradora de Goiânia, ela voltou à sala de aula com um objetivo específico: aprender a ler sozinha a Bíblia. Vanda conheceu o programa por indicação de colegas e  foi ao seu encontro a fim de ter  mais autonomia para lidar com situações do dia a dia. Mesmo convivendo com dores frequentes, ela continua frequentando as aulas e não pensa em desistir.

— A dor no corpo não é maior do que a minha vontade de aprender. Cada aula é um passo, e eu não vou parar até conseguir ler sozinha — afirma.

Créditos: Bruno Nunes (texto) e divulgação (imagens)

Janaína Ali, coordenadora do Instituto Equatorial

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