Sempre com um olhar firme e sensível sobre questões cruciais do país, Lúcia Murat reitera sua proposta estética e artística em novo filme. A diretora de “Que bom te ver viva” (1989) volta seu olhar à ditadura militar em “O sertão das nossas memórias”. O documentário tem como pilares os assassinatos de Carlos Lamarca (1937-1971), militar que abraçou a luta armada, e o do líder operário e também militante José Carlos Barreto, o Zequinha.
O filme leva-nos ao sertão da Bahia, onde os dois personagens foram executados, e é enriquecido por depoimentos de três sobreviventes daquele sistema: o fotógrafo Paulo Jabur, o hoje fazendeiro João Lopes Salgado e a própria Murat, que também assina o roteiro.
A sessão levou ao Claro Gávea, Zona Sul da cidade, personalidades que, nas frentes em que atuaram, lutaram contra o obscurantismo. Entre eles, os diretores Jom Tob Azulay e Luiz Carlos Lacerda, o Bigode; a atriz Angela Vieira, o cartunista Miguel Paiva, e a jornalista Helena Celestino.
Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Cristina Granato (imagens)









