Artista desde sempre

setembro 16, 2026

Leo Gandelman, ás do saxofone, expõe pela primeira vez imagens dos tempos em que atuou como fotógrafo

Antes de ser aplaudido como o grande instrumentista que é, Leo Gandelman labutou em outra frente. O saxofonista viajou o país, nos anos 1970, como fotógrafo. Isso mesmo. E, como tal, imbuído daquilo que chamava de “momento único”, fez registros a diversas publicações da Bloch Editores. Pois parte deste material está reunido agora numa exposição – a primeira do artista.

“50 x 70 – O olhar além da música” ocupa a galeria do Espaço Sesi Firjan, Centro do Rio de Janeiro. Entre os registros selecionados, todo em preto e branco, passageiros a bordo de um vapor no São Francisco; a Sala dos Milagres da Igreja do Bom Jesus da Lapa e uma banda de música numa das paradas do “Trem da Morte” – aquele mesmo que ligava Cuiabá (MT) a Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.

— Adorava o trabalho no laboratório, revelando fotos, porque me dava uma liberdade criativa muito grande. E isso contrastava com a minha formação de músico clássico, sempre ligado à partitura – pontua Leo, destacando que a experiência teve desdobramentos para além da sala escura:  — O trabalho com a fotografia me ajudou a apostar no improviso também com o saxofone.

Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Diego Gonzalez (imagem)

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