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agosto 15, 2026

O filme brasileiro "A margem do rio” vence o Prêmio Especial do Júri em festival de cinema na Suíça
O ator Caique Copque, os diretores Matheus Farias e Enock Carvalho e o produtor Maurício Macêdo

Mais uma vez, o cinema brasileiro ganha destaque no cenário internacional. “A margem do rio”, dirigido por Matheus Farias e Enock Carvalho, conquistou o Prêmio Especial do Júri no Festival de Locarno, na Suíça. Estrelado por Caique Copque e Ítalo Martins, o longa foi o único brasileiro selecionado para a principal competição do festival.

A produção foi descrita pelo júri de Locarno como um “horror erótico e mágico”, em uma obra que reúne temas como desejo, violência, atração e solidariedade. Os diretores dedicaram o prêmio à equipe, ao elenco e à comunidade LGBTQIA+ brasileira. A cerimônia de premiação aconteceu neste sábado (15).

Ambientado no Recife, o filme acompanha Izaquiel (Caique Copque), um auxiliar de serviços gerais que busca encontros secretos durante a noite nos manguezais. A rotina muda quando ele conhece Jeremias (Ítalo Martins), um pescador que o conduz por uma jornada pelas profundezas do mangue após uma ameaça levar violência à região.

A conquista marca a estreia de Matheus e Enock em longas-metragens. Os dois trabalham juntos desde 2015 e já haviam chamado atenção com curtas como “Inabitável”, produção queer de ficção científica que passou pelo Festival de Sundance em 2021.

Além da direção, Matheus também tem trajetória como montador. Ele trabalhou com Kleber Mendonça Filho em “O agente secreto” e “Retratos fantasmas” e recebeu, em 2026, o Prêmio Platino e o Prêmio Coral no Festival de Havana pelo trabalho de montagem.

“A margem do rio” é uma coprodução entre Brasil e Alemanha. A première mundial aconteceu nesta semana, em Locarno, seguida de uma sessão com debate no dia seguinte, que reuniu os diretores, protagonistas e outros integrantes da equipe.

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