Uma festa para a alma

março 27, 2026

Studio3 Cia de Dança arrebata público ao voltar ao MASP Auditório com espetáculo ambientado nos anos 1920
Bailarinos da Studio3 Cia. de Dança recebem os aplausos após a apresentação

A arte tem esse dom de teletransportar o espectador/leitor a paragens inimagináveis. A Studio3 Cia de Dança tem esse condão. E ele é utilizado em “Paris”, aclamado espetáculo da companhia, que, na noite da última quinta-feira (26), lotou o MASP Auditório, em São Paulo, nesta volta do coletivo de dança à sala de espetáculos de um dos mais importantes museus da América do Sul.

O espetáculo marca o reencontro artístico entre ser diretor, Jorge Takla, e o coreógrafo Ancelmo Zolla, diretor artístico da companhia. A partir das memórias de Gabrielle Chanel (1881-1971), a encenação elenca números que reavivam a Paris dos anos 1930, morada de importantes expoentes da Cultura como Isadora Duncan (1877-1927), Marlene Dietrich (1901-1992), Pablo Picasso (1881-1973) e Cole Porter (1891-1964), entre outros.

– Morei muitos anos em Paris e convivi com os trabalhos artísticos de todos esses nomes e seus ecos. Muito do que foi apresentado nesse espetáculo, descobri por meio dos olhos de Mademoiselle Chanel – reconhece Takla que dirigiu Marília Pêra (1943-2015) no papel da estilista.

Aquela cidade tão efervescente faz-se presente através das imagens de Ronaldo Zero projetadas sobre o cenário de Renata Pati. A mágica completa-se através dos figurinos de Fábio Namatame e da ambientação sonora a cargo do Dj e diretor musical Felipe Venâncio.

–  Poder conhecer melhor esse universo permeado por grandes artistas em um trabalho muito delicado é, para mim, como coreógrafo criador, um presente e um privilégio – celebra Zolla destacando o reencontro com o diretor: – Sempre quis muito que o Takla viesse trabalhar conosco.

Crédito das imagens: Leandro Menezes

 

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