Cacá Diegues presente!

março 8, 2026

As Fernandas Torres e Montenegro prestigiam inauguração da estátua em homenagem ao grande cineasta no Rio de Janeiro

Em uma das cenas mais poéticas do nosso cinema, Lorde Cigano, o ilusionista magistralmente interpretado por José Wilker (1944-2014) em “Bye, bye, Brasil”(1979), ilumina com um refletor os rostos na pequena plateia do show do artista. “Eu vi um Brasil na TV” reza um dos versos de Chico Buarque para a música-tema do filme, composta juntamente com Roberto Menescal. E graças a Cacá Diegues (1940-2025), gerações de brasileiros puderam ver um Brasil no cinema – muitos Brasis, aliás.

Cacá Diegues vive através da sua filmografia, na memória de seus admiradores e num logradouro da Gávea Pequena, Rio de Janeiro, onde viveu nos seus últimos anos de vida. Ali, Cacá está imortalizado como uma estátua, inaugurada no fim da tarde do último sábado (07). A homenagem partiu do prefeito Eduardo Paes, vizinho do diretor, e da viúva do homenageado, a produtora de cinema Renata Almeida Magalhães.

A cerimônia, seguida por coquetel na residência do líder máximo do Executivo no município, foi prestigiada por grandes (grandes mesmo) nomes do nosso cinema, muitos deles companheiros de geração do homenageado e outros, seus discípulos e devotos na missão de fazer cinema.

Dona Fernanda Montenegro, nossa grande dama da interpretação, estava lá. E chegou acompanhada pela filha, a premiada atriz Fernanda Torres. Ruy Guerra, Zelito Vianna e Bruno Barreto, mestres do nosso cinema, lá estavam também. O mesmo vale três legítimas responsáveis pela produção executiva de muitas das obras-primas do nosso cinema: Lucy Barreto, Liège Monteiro e Paula Barreto.

O evento marcou também o reencontro entre duas amigas e atrizes-musas de longas de Cacá: Betty Faria e Ana Maria Magalhães, estrelas, respectivamente, do supracitado “Bye, bye, Brasil” e de “Quando o carnaval chegar” (1972).

E, ao redor da piscina, os presentes foram ainda brindados com um pocket show de Toni Garrido, o protagonista de “Orfeu”(1999) e cuja cena que traz sua nudez dorsal  é outro exemplo de registro poético do nosso cinema.

Cacá está vivo. E, assim, há de permanecer.

Créditos: Christovam de Chevalier (texto) e Cristina Granato (imagens)

 

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