Bruce Willis encontrou maneiras de seguir trabalhando mesmo nos primeiros estágios de sua doença degenerativa. A informação está no livro que sua esposa, Emma Heming Willis, lançará em setembro, com o título “The unexpected journey” (“A jornada inesperada”, em tradução livre).
A obra, que ela descreve como um livro de autoajuda e não uma biografia, traz detalhes dos bastidores recentes da carreira do astro de “Duro de matar”, diagnosticado com demência frontotemporal em 2023. Ainda antes do anúncio público, Willis já enfrentava dificuldades e, mesmo assim, gravou filmes como “Assassin” e a série “Detetive Knight”.
Para que ele pudesse seguir nos sets, diretores ajustaram os roteiros, cortaram falas e ele ainda contou com a ajuda de um amigo de confiança, que soprava as falas por um ponto eletrônico. Por conta de seu ritmo de fala naturalmente pausado — resultado de uma gagueira que enfrentou na infância — a mudança não soava tão perceptível para colegas de elenco ou para o público.
Willis já comentou em entrevistas anteriores que o humor foi uma das ferramentas que encontrou para lidar com a gagueira na juventude:
— Gaguejava, mas fazia as pessoas rirem com as besteiras que dizia. Foi assim que desenvolvi meu senso de humor — contou ele certa vez ao apresentador britânico Michael Parkinson.
Em uma rede social, Emma disse que escreveu o livro para ajudar outras famílias que enfrentam a mesma condição.
“Realmente escrevi o livro que gostaria que alguém tivesse me dado no dia em que recebemos o diagnóstico. Naquele momento não havia esperança, nem ao menos um direcionamento. Hoje, a vida é diferente para mim e para nossa família porque consegui colocar o apoio em prática”, comentou.
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