Rodrigo Santoro foi tomado nos últimos dias por um genuíno estado de euforia. E a razão para esse arrebatamento é o reconhecimento obtido no Festival de Berlim a “O último azul”, filme de Gabriel Mascaro no qual o astro brasileiro contracena com Denise Weinberg, revelada nos anos 1990 pelo consagrado Grupo Tapa.
O longa saiu do evento com a estatueta obtida pelo júri popular e aclamado por importante jortnal local. Isso enterneceu o coração de toda a equipe,claro, mas Rodrigo tem outras razões relacionadas ao filme para celebrar. E ele revelou algumas delas ao crítico Rodrigo Fonseca, que cobriu o festival para NEW MAG.
– Eu me realizei nessa experiência com o Gabriel (Mascaro). Eu pude construir uma conexão com outra forma de se experimentar o tempo, ao observar a vivência nos igarapés, algo bem diferente para quem é urbanizado – destaca o ator revelando mais sobre sua experiência na maior floresta equatorial do planeta: – O filme me levou para uma outra Amazônia, que vai além daquele jargão de ser “o pulmão do planeta. Ele nos leva para uma Amazônia mágica. Faço um personagem pequeno, mas vivo, que sofre de amor, e precisa do sobrenatural para seguir adiante.
A oportunidade de trabalhar com Gabriel Mascaro reavivou no ator ecos de uma das suas experiências mais singulares no cinema brasileiro: quando estrelou “Bicho de sete cabeças” (2000), no qual foi dirigido por Laís Bodanzky.
– O Gabriel faz um tipo de cinema que está no meu DNA desde “Bicho de sete cabeças”. Um cinema que fala do Brasil e no qual eu continuo acreditando – arremata o ator.
Crédito da imagem: Adrian Nucelar