Tom Jobim (1927 – 1994) foi tão soberano na sua música, que mesmo três décadas depois de sua morte, o artista continua relevante para a música brasileira, com projetos que celebram o seu legado ainda surgindo mundo afora. O maestro faleceu em 8 de dezembro de 1994, em Nova Iorque, há exatos 30 anos. Para dar um chega nessa saudade, a gravadora Biscoito Fino relançou o álbum “Minha alma canta”, nas plataformas digitais, neste mesmo fim de semana.

O disco foi lançado em formato físico originalmente em 2001, mas ainda não estava disponível digitalmente. Nesta obra, Tom canta sucessos de sua carreira, além de canções de compositores como Noel Rosa (1910 – 1937), Dorival Caymmi (1914 – 2008) e Ary Barroso (1903 – 1964).
Era raro que Tom Jobim gravasse músicas de outros artistas, já que ele próprio já era um grande e fértil compositor. Foi observando isso que Ana e Paulo Jobim (1950 – 2022), respectivamente viúva e filho do artista, tiveram a ideia de lançar este material à época. Os dois levantaram o projeto com a ajuda do músico e produtor Almir Chediak (1950 – 2003), conhecido por produzir songbooks e para quem Tom gravou várias dessas canções.
Crédito da imagem: Ana Lontra Jobim / Acervo Tom Jobim